img


REGIONAL

Vale do Itajaí vive expectativa pela IG da linguiça Blumenau

Publicado em 21/02/2020

Antonio Carlos Mafalda
Vale do Itajaí vive expectativa pela IG da linguiça Blumenau

A montagem de um grande quebra-cabeça. Assim pode ser definida a atual fase do processo de estruturação da IG (Indicação Geográfica) da linguiça Blumenau.



Texto: Imara Stallbaum


De reunião em reunião com os fabricantes do produto o Sebrae vai coletando os dados necessários à confecção do dossiê cujo prazo de entrega ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) em princípio está marcado para o início de dezembro deste ano. As informações – ou as peças do quebra-cabeça – saem dos encontros que o engenheiro agrônomo Rogério Ern, consultor técnico do Sebrae, vem fazendo com os empresários interessados na conquista do selo da IG.

Eles estão radicados em cinco municípios do Médio Vale do Itajaí. É o caso da Konell Alimentícios, em Blumenau; da Belchior, Ipom, Deschamps e Friwandall, em Gaspar; da Frigozinnke e Olho, em Pomerode; da Fricar, de Timbó e da Knop em Indaial. Esse universo pode ser ampliado para 22 empresas. Novas adesões são aguardadas como consequência da criação, em breve, da associação de produtores de linguiça Blumenau. Obrigatória em todo processo de IG, a associação atuará na gestão do processo de obtenção do registro incluindo o controle, a proteção e sua promoção.

Unindo concorrentes em torno de um mesmo ideal e estabelecendo normas para o setor, a organização coletiva dos produtores é apenas mais um dos aspectos positivos da Indicação Geográfica. Ela também estimula a economia local e amplia o renome dos produtos da região, com impactos na competitividade, bem como no aumento do potencial para a atividade turística.

– A IG vem também bloquear o uso de algo que nasceu aqui e hoje é vítima de aproveitadores. Em Curitiba tem um cara fazendo Linguiça Blumenau. O que é isso? A IG vai trazer respeito. A associação comunica todos os serviços de inspeção e os vendedores. Isso vira uma corrente. Se ocorrer uma usurpação do uso do nome se entra com processo na justiça, assegura Rogério Ern.

Na opinião de Anderson Bento, da Belchior, a organização associativista, com a união dos fabricantes, dará proteção à linguiça e assim “controlará as empresas impostoras”. Mas para que isso ocorra, na opinião de Luiz Bergamo, da Olho, o primeiro passo seria “criar uma cooperativa com o intuito dos cooperados comprarem carne de porco e tripa a melhores preços”.

João Rodrigues Junior, o Júnior da Ipom, tem a receita do sucesso do setor na ponta da língua:

– Primeiro nos unimos e depois desenvolvemos projetos para proteger um produto que é tão nobre.

 


Antonio Carlos Mafalda
Vale do Itajaí vive expectativa pela IG da linguiça Blumenau



Antonio Carlos Mafalda
Vale do Itajaí vive expectativa pela IG da linguiça Blumenau