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Palhoça estende prazo para cadastrar vítimas do ciclone

Publicado em 03/07/2020

Palhoça estende prazo para cadastrar vítimas do ciclone

O relatório da Defesa Civil do município informa que 16 escolas municipais e 65 residências foram destelhadas ou tiveram as coberturas arrancadas pelo vento.


A Prefeitura de Palhoça estendeu, até segunda-feira (06), o prazo para cadastramento de famílias que sofreram danos com a passagem do ciclone, nos dias 30 de junho e primeiro de julho. Os moradores do município, comprovadamente afetados pelo vendaval, que em alguma localidades alcançou mais de cem quilômetros por hora, podem solicitar telhas de fibrocimento na Defesa Civil da cidade.

O cadastramento teve início na quinta-feira (02) e seria encerrado na sexta-feira (03). Porém, devido ao grande número de pessoas que procuraram a Defesa Civil, o prefeito Camilo Martins determinou que o cadastramento seja prolongado até segunda-feira, das 8 às 12 horas e das 13 às 18 horas. O local do cadastramento é o escritório da Defesa Civil, no prédio da Prefeitura, Bairro Pagani, onde o atendimento é realizado por assistentes sociais do município. Para realizar o cadastramento, é necessário apresentar a quantidade de telhas necessárias (que será confirmada pela Defesa Civil), comprovante de residência, CPF e nome completo de todos os moradores do imóvel afetado.

Decreto de emergência
 
Na tarde de quarta-feira, primeiro de julho, o prefeito Camilo Martins decretou “situação de emergência em razão dos efeitos ocasionados pelo ciclone”,  após receber um relatório de danos, realizado pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil – Compdec, informando sobre os registros de mais de 100 ocorrências. O documento relata que 16 escolas municipais e 65 residências foram destelhadas ou tiveram as coberturas completamente arrancadas pelo vento. Posteriormente, ficou comprovado que o número de moradias danificadas era bem maior.

O decreto informa que “fica declarada a existência de situação anormal no município de Palhoça, decorrente do ciclone que assolou o Estado de Santa Catarina (…), afetando a infraestrutura de diversos imóveis, particulares e públicos, caracterizando situação de emergência”. A situação de anormalidade declarada é válida “única e exclusivamente para atender as localidades comprovadamente afetadas pelo ciclone, em Palhoça”.

Os primeiros danos causados pelos ventos foram registrados por volta das 16 horas de terça-feira, último dia de junho. À noite, o ciclone deu uma trégua, diminuindo a intensidade das rajadas, voltando a castigar a cidade a partir da madrugada desta quarta-feira (01).

Equipes da Defesa Civil, bombeiros militares e civis estão ocupados desde a tarde de terça-feira, cortando e removendo entulhos de árvores de ruas, sobre a fiação de energia elétrica e das propriedades particulares atingidas. A Defesa Civil recrutou até agentes de trânsito do município para auxiliar nesse trabalho, que também inclui a remoção de estruturas metálicas de placas de publicidade, que atingiram a fiação e dificultaram o trânsito. Mais de 1.500 unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica em Palhoça, afetando também serviços de telefonia e internet. Em alguns pontos do município, o fornecimento de energia ainda não foi restabelecido.