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CULTURA

Exposiç?o fotográfica em Florianópolis mostra o Carnaval na Ilha Terceira

Publicado em 14/02/2012


Parte de uma maratona fotográfica organizada pela Presid?ncia do Governo Regional dos Açores, a mostra abre no dia 17 de fevereiro, na Fundaç?o Municipal de Turismo de Porto Belo. Como os descendentes dos açorianos brincam o Carnaval e como é um ?bailinho? para os foli?es da Ilha Terceira? S?o peculiaridades da folia no arquipélago dos colonizadores açorianos que só quem viu pode contar.


É o que faz Joi Cletison Alves, diretor do Núcleo de Estudos Açorianos da Secretaria de Cultura e Arte da UFSC, autor da exposiç?o de fotografias ?Festival de Teatro Popular: o carnaval na Ilha Terceira ? Açores?, que abre no dia 17 de fevereiro e permanece até 16 de março na Fundaç?o Municipal de Turismo de Porto Belo.

O fotógrafo e historiador viveu intensamente essa experi?ncia nos quatro dias de carnaval de 2006, fotografando as tardes, noites e madrugadas de folia em Angra do Heroísmo e Praia da Victoria, na Ilha Terceira.

Na mostra, Joi Cletison traz o resultado de uma maratona fotográfica chamada ?Gestos e Gente no Carnaval Terceirense?, organizada pela Presid?ncia do Governo Regional dos Açores, da qual participou. A proposta da maratona foi fotografar o carnaval da Ilha Terceira nos Açores, que é um evento popular atípico em relaç?o ?s manifestaç?es populares no resto do arquipélago e em Portugal. Foram convidados para participar do projeto fotógrafos do Brasil, Canadá e EUA, todos tendo em comum a forte emigraç?o açoriana. Do Brasil, participaram profissionais do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, da qual Cletison foi o representante.

Durante os quatro dias de carnaval, os selecionados fotografaram os ?bailinhos?, que ocorrem somente na Ilha Terceira. Os bailinhos s?o uma espécie de bloco de carnaval. Cada freguesia (bairro) organiza o seu próprio grupo que comp?e uma música (letra e arranjos), monta uma coreografia, cria um figurino próprio e depois ensaia a apresentaç?o do todo. Nas noites de folia, os grupos se apresentam em sua localidade e depois percorrem as diversas comunidades da Ilha.

Um acervo de mais de 900 imagens documenta essa viv?ncia na mostra promovida pela Fundaç?o Municipal de Turismo de Porto Belo em parceria com a Secretaria de Cultura e Arte da UFSC e Governo Regional dos Açores e realizaç?o do Núcleo de Estudos Açorianos da UFSC. Joi impressionou-se com a autonomia dos foli?es na organizaç?o.

?Sai um Grupo e entra outro e o público permanece fiel, mantendo os teatros lotados?. Além da criaç?o artística, os grupos cuidam do transporte e recursos financeiros para a montagem. A comunidade oferece apenas o espaço e um lanche depois da apresentaç?o. Cada grupo chega a fazer oito apresentaç?es durante a noite em locais diferentes. ?Acontecimentos do dia a dia na área da política, economia ou sociedade servem como tema?, explica o fotógrafo.