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Florianópolis, 30 de Jul de 2010

FENAOSTRA
FLORIANÓPOLIS

A Fenaostra é um festival gastronômico, técnico e cultural com o objetivo de divulgar o consumo e o cultivo da ostra em Santa Catarina e no Brasil. Durante 6 dias, você poderá conferir seminários técnicos, concursos gastronômicos, atrações musicais e folclóricas, mostra de artesanato, exposição de produtos e serviços e a Feira Internacional de Aquicultura e Pesca.

Apesar de apreciada como alimento desde o século V antes de Cristo, a ostra só começou a ser cultivada no Brasil em 1974. Mas, foi a partir de 1986 que o molusco começou a ganhar destaque na mesa dos catarinenses, com o início da criação de ostras da espécie Crassostrea gigas, também conhecida como Ostra Japonesa ou do Pacífico. Desde então, a reprodução do animal vem sendo induzida com sucesso pelo Laboratório de Cultivo de Moluscos Marinhos da Universidade Federal de Santa Catarina – LCMM, a maior instituição do Brasil a produzir sementes de forma contínua e a repassá-las aos produtores para engorda nas baías.

Com núcleos de produção em Sambaqui e Santo Antônio de Lisboa, ao norte, e no Ribeirão da Ilha e áreas próximas, ao sul, a capital catarinense é a maior produtora de ostras do Brasil. Atualmente, Florianópolis responde sozinha por mais de 1 milhão de dúzias, ou seja, 80% da produção nacional, o que representa um retorno comercial de quase R$ 6 milhões para os produtores locais. Criada para divulgar o consumo da ostra e abrir mercado para os maricultores da região, a Fenaostra é muito mais que uma festa, é uma vitrine para a cidade e uma ferramenta importante para difundir a gastronomia e a maricultura no município, incentivando o desenvolvimento do setor e gerando empregos.

Prova disso, são os números das safras que aumentam a cada ano e a cada festa. Em apenas quatro anos, a atividade cresceu mais de 1.000%, passando de 95 mil dúzias, ou 142 toneladas de ostra, em 1999, ano da 1ª Fenaostra, para a marca atual que chega próximo das duas mil toneladas. Mesmo desempenho tem Santa Catarina, respondendo por 95% da produção brasileira de moluscos, o que inclui ostras, mexilhões e vieiras. Além de ser um mês de festas em Santa Catarina, outubro coincide com o pico da safra e é a melhor época para colher o molusco, antes que a temperatura da água aumente e, com ela, cresçam os riscos de mortandade.

ALIMENTO SAUDÁVEL

Além de ser um investimento rentável, a ostra é um alimento importante para a saúde do homem. Uma dúzia do molusco tem o mesmo valor nutritivo que 100 gramas de carne vermelha, com a vantagem de possuir quase zero de gordura.

Rica em proteínas e vitaminas A, B e D, a ostra possui alto teor de ferro, fósforo, cálcio, selênio e zinco. Por conta disso, o molusco conquistou lugar de destaque na gastronomia mundial e é também utilizado para o tratamento de anemias e recomposição nutricional em casos de tuberculose, osteoporose e inapetência. Cada 100 gramas de carne do molusco possui em média 93 calorias.

ALIMENTO AFRODISÍACO

Há milhares de anos, as civilizações grega e romana já valorizavam o consumo de alimentos do mar. Considerados o néctar dos deuses, a eles era atribuída a reputação de serem afrodisíacos. A palavra vem da mitologia grega, segundo a qual Afrodite, deusa da beleza, sensualidade e do amor, nasceu do sêmen de Urano que caiu na espuma do mar, quando o deus foi castrado por seu filho Saturno. Nascida dentro de uma concha , Afrodite pariu Eros.

Outros registros históricos contam que, em Roma, a iguaria era uma das principais atrações dos banquetes dos imperadores, que pagavam pelo molusco em ouro. Geralmente, esses eventos acabavam em orgias, razão pela qual era atribuído o poder afrodisíaco às ostras. Em tempos mais recentes, um outro admirador do molusco foi Casanova, que segundo a literatura, comia cerca de 60 ostras por dia, ganhando a fama como conquistador de apetite sexual insaciável.

Exageros e lendas à parte, o certo é que devido à concentração de proteínas que ajudam a manter os sentidos aguçados e graças à presença do zinco, substância importante na produção do sêmen nos homens, a ostra ficou conhecida como um "viagra natural", estimulante da performance sexual masculina.

O apelido tem fundamentação científica. De acordo com um trabalho publicado pela revista Fertility and Sterility, da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, pesquisadores holandeses fizeram testes com 103 homens que tinham problemas de fertilidade. Eles foram tratados com uma dieta composta de ostras, que é rica em zinco, acrescida com brócolis e espinafre, alimentos que possuem alta concentração de ácido fólico. O resultado, ao longo de seis meses e meio foi um aumento de 74% no número de espermatozóides.

SANTA CATARINA É FESTA O ANO TODO

 

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