Além
de ser um investimento rentável, a ostra é um
alimento importante para a saúde do homem. Uma dúzia
do molusco tem o mesmo valor nutritivo que 100 gramas de carne
vermelha, com a vantagem de possuir quase zero de gordura.Rica
em proteínas e vitaminas A, B e D, a ostra possui alto
teor de ferro, fósforo, cálcio, selênio
e zinco. Por conta disso, o molusco conquistou lugar de destaque
na gastronomia mundial e é também utilizado
para o tratamento de anemias e recomposição
nutricional em casos de tuberculose, osteoporose e inapetência.
Cada 100 gramas de carne do molusco possui em média
93 calorias.
Apesar
de apreciada como alimento desde o século V antes de Cristo,
a ostra só começou a ser cultivada no Brasil em 1974. Mas,
foi a partir de 1986 que o molusco começou a ganhar destaque
na mesa dos catarinenses, com o início da criação de ostras
da espécie Crassostrea gigas, também conhecida como Ostra
Japonesa ou do Pacífico. Desde então, a reprodução do animal
vem sendo induzida com sucesso pelo Laboratório de Cultivo
de Moluscos Marinhos da Universidade Federal de Santa Catarina
– LCMM, a maior instituição do Brasil a produzir sementes
de forma contínua e a repassá-las aos produtores para engorda
nas baías.
Com
núcleos de produção em Sambaqui e Santo Antônio de Lisboa,
ao norte, e no Ribeirão da Ilha e áreas próximas, ao sul,
a capital catarinense é a maior produtora de ostras do Brasil.
Atualmente, Florianópolis responde sozinha por mais de 1 milhão
de dúzias, ou seja, 80% da produção nacional, o que representa
um retorno comercial de quase R$ 6 milhões para os produtores
locais. Criada para divulgar o consumo da ostra e abrir mercado
para os maricultores da região, a Fenaostra é muito mais que
uma festa, é uma vitrine para a cidade e uma ferramenta importante
para difundir a gastronomia e a maricultura no município,
incentivando o desenvolvimento do setor e gerando empregos.