Pequena cidade agrícola
até a década de 1970, a Biguaçu transformou-se
hoje em importante pólo industrial e comercial
da Grande Florianópolis.
Até os anos 70, Biguaçu tinha mais da metade da sua população morando no campo e as atividades comercial e industrial do município eram fraquíssimas. Depois, uma reviravolta na economia local transferiu parte significativa da mão-de-obra do setor primário para o comércio e o setor industrial, que começava a se desenvolver.
A ocupação no campo caiu pela metade nos últimos 20 anos, enquanto que o emprego na área industrial aumentou quase cinco vezes e no comércio triplicou. A cidade de Biguaçu teve sua população urbana aumentada tanto pela transferência de habitantes que vieram da zona rural em busca de novas oportunidades, quanto pela migração de habitantes de municípios vizinhos e do interior do estado. Processo que até hoje constitui sério problema de ocupação territorial e de extensão dos serviços públicos prestados.
Com a localização estratégica entre os portos de Itajaí e Imbituba, o parque industrial de Biguaçu fica entre os mais importantes da Grande Florianópolis, com empresas nas áreas de plástico, móveis, artefatos de cimento, torrefação e moagem de café. O comércio local já abriga 700 empresas instaladas.
Mas Biguaçu tem pouco destaque na agricultura e na pecuária. Na área agrícola, o município produz banana, limão, mandioca, tangerina e abacate. Já na pecuária, o município registra um pequeno aumento na criação de bovinos de corte e de leite, além de aves e ovos. Mas no setor primário o maior destaque fica por conta de um produto pouco comum de se plantar e se comercializar: a grama. Quem passa pela cidade vindo da BR-101, logo percebe a mudança na paisagem.
O comércio e as pequenas plantações cedem lugar a belos campos verdes, que da pequena estrada vicinal que liga à cidade Antônio Carlos, é difícil imaginar que aquele tapete infinito que passa de grama. Mas é dessa cultura que várias famílias se mantém há décadas: plantando, vendendo e replantando em empresas e casas de veraneio. Com uma técnica de enxerto desenvolvida na própria região, os colonos conseguiram criar um a modalidade de grama que apresenta alta resistência contra o sol, a chuva e até o granizo.
Batizada de "Sempre Verde", os produtores além de vender a grama estão exportando pequenos Kits de plantio para empreendedores de outros estados que queiram desenvolver a cultura em suas propriedades. Por esse motivo, a grama de Biguaçu já tem seu nome reconhecido nacionalmente e está provando para muita gente que é um ótimo negócio para se investir. |
| Data
de fundação |
17
de maio de 1833 |
| Data
festiva |
Maio
(Bigfest) |
| Atividades
econômicas |
Por causa da implantação do distrito
industrial, a economia da cidade baseia-se hoje
principalmente na indústria e no comércio |
| População |
40.000
habitantes |
| Colonização |
Açoriana |
| Localização |
Grande
Florianópolis |
| Área |
326
km2 |
| Clima |
Temperado
quente, com temperatura média entre 15º
C e 30º C |
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| ATRATIVOS TURISTICOS |
Além
de sua orla marítima pontuada de bons restaurantes,
com praias de águas calmas, a cidade dispõe
de rico patrimônio histórico, emoldurado
por Mata Atlântica preservada. Seus maiores atrativos,
o museu etnográfico e o aqueduto, remontam ao
início do Século XVIII e foram tombados
pelo Patrimônio Histórico de Santa Catarina.
Natureza - Biguaçu localiza-se
numa região de grande beleza natural, à
beira-mar. Vale visitar a Cascata do Inferninho, que
despenca da encosta da serra, formando uma das mais
belas paisagens da cidade, e a Cachoeira do Amâncio,
que tem uma área de lazer própria para
banho e pesca.

Patrimônio Histórico -
Visite a Casa dos Açores, antigo posto da administração
provincial. O conjunto arquitetônico é
composto pela Casa Grande, a Capela do Arcanjo São
Miguel e o aqueduto. A Casa Grande, com dois séculos
e meio de existência, abriga desde 1979 o museu
etnográfico e foi recentemente restaurada pelo
Governo do Estado – o turista pode conhecer o
artesanato, a arquitetura, as crenças e o folclore
dos portugueses que habitaram o lugar. O aqueduto, construído
por escravos no Século XIX, serviu para o abastecimento
dos engenhos da região e de navios que viajavam
em direção ao Prata. A Igreja foi construída
em 1751 e é tipicamente luso-brasileira, com
frontão reto, como o da maioria das igrejas do
litoral.
Lazer - Visite o balneário de
São Miguel. Em sua orla há bons restaurantes,
com pratos à base de frutos-do-mar, e as águas
são calmas, próprias para banho.
Infra-estrutura turística -
A cidade é dotada de boa infra-estrutura turística,
com confortáveis casas de veraneio à beira-mar,
bons hotéis e serviços. Além disso,
a proximidade com Florianópolis e outros grandes
centros, como Balneário Camboriú, facilitam
o acesso rápido a Biguaçu. |
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