A primeira tentativa de explorar o sertão e planalto data de 1787. Os limites da freguesia de São José da terra firme iam até os confins de Lages, e estas terras deveriam ser cultivadas. Por ordem do Vice-rei Luiz de Vasconcelos e Souza, o então Governador da Província - José Pereira Pinto - convocara o alferes António José da Costa para empreender uma viagem de estudos e conhecimento da terra. Assim, a 1° de janeiro de 1787 partia o alferes levando consigo 12 homens armados, 12 escravos e 7 bestas cargueiras. Marginando o Rio Maruim até certa altura e daí em diante pela floresta hostil, cumpriu cabalmente a incumbência de que fora investido. A picada aberta foi o primeiro traço de união entre o litoral e a serra, comunicando-se com Lages, que o bandeirante paulista Correia Pinto havia fundado em 1766.

CACHOEIRA FIGUEIRA
Em 1840 veio para esta região o Coronel Serafim Muniz de Moura e seus familiares (02 de agosto), logo após a Guerra dos Farrapos, estabelecendo-se às margens do Rio Itajaí do Sul, na picada aberta pelo alferes, provavelmente no lugar hoje denominado Vila Catuíra. Outros historiadores dizem que este Coronel, sua família e mais dezenove colonos (soldados) localizaram-se nas proximidades do atual Morro do Trombudo, perto do campo. Não lograram êxito devido à neve abundante e as chuvas que durante três anos consecutivos castigaram a região. Viram-se obrigados a sair, descendo a serra, estabeleceram-se no lugar denominado Barracão velho, um pouco abaixo da confluência dos Rios Caeté e Águas Frias, onde hoje se encontra a Igreja Evangélica, e em seguida retira-se para lugar desconhecido.
Entretanto, a efetiva colonização e em conseqüência a fundação do atual município de Alfredo Wagner data de 1853, quando o Imperador D. Pedro II pelo Decreto 1.255 de 08 de novembro cria a Colônia Militar de Santa Tereza (nome dado em homenagem a Imperatriz) a meio caminho entre a sede da província e os campos de Lages, as margens da antiga estrada. Esta Colônia além de ser um posto de colonização pela fundação agrícola era também um destacamento militar para servir de barreira às incursões dos índios.
Em 1890 veio a então colônia militar o Sr. Augusto Lima acompanhado de mais alguns colonos, os quais resolveram subir o Rio Itajaí do Sul à procura de local mais propício para a agricultura, estabeleceu-se na barra dos rios Adaga e Caeté armando suas barracas rústicas, onde hoje se encontra a Igreja Católica, lugar que passaram a chamar de Barracão, surgindo daí o primeiro nome da cidade e que por muitos munícipes ainda é chamada até os dias de hoje.
Embora a comunidade de Barracão, 20 anos depois de constituída, já possuísse quase tudo o que era necessário para o seu desenvolvimento, com um número considerável de artífices de toda espécie, depositava na agricultura sua definitiva força de sobrevivência: a exploração suada do milho, do feijão, da batata, além de vacas leiteiras necessárias para seu sustento. |
| Data
de fundação |
21
de dezembro de 1961. |
| Data
festiva |
Outubro
(Festa do Barracão). |
| Atividades
econômicas |
Agricultura. |
| População |
9.177
habitantes |
| Colonização |
Portuguesa |
| Localização |
Grande
Florianópolis, na microrregião do
Tabuleiro, a 111km da capital |
| Área |
733km2 |
| Clima |
Mesotérmico
úmido, com verão fresco e temperatura
média de 17,7°C |
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| ATRATIVOS TURISTICOS |
Diversos são os pontos turísticos que Alfredo Wagner pode apresentar a seus munícipes e visitantes, o que precisa em sua maioria é dotá-los de infra-estrutura adequada para serem explorados turisticamente, todos eles tem seu valor histórico, sua superstição, sua lenda.
O turismo é baseado em rural, ecológico, religioso e histórico. Seus principais pontos são o Soldadinho, Calçada de Pedras, Campo dos Padres, grutas, cavernas, cachoeiras e sítios arqueológicos espalhados em muitas propriedades rurais de fácil visitação.
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