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Florianópolis, 30 de Jul de 2010

AGUAS MORNAS

Como a própria denominação indica, o nome “Águas Mornas” vem das águas termais abundantes no lugar. A cidade tem seu desenvolvimento estruturado no turismo de saúde, recebendo anualmente milhares de visitantes de todos os pontos do Brasil, que vêm em busca da qualidade terapêutica de suas águas.

As águas do município são classificadas como esotermais radioativas. Com temperatura constante em torno de 39ºC, as águas emergem de terrenos pré-cambrianos e, pelo teor de radioatividade, termalidade e baixa mineralização, apresentam propriedades curativas que as qualificam entre as melhores do mundo.

Situada na encosta da Serra do Tabuleiro, a localidade de Rio dos Porcos, a 900m de altitude, é o ambiente ideal para turismo de aventura, com uma estrada sinuosa e íngreme, de difícil acesso. Vale também visitar o Recanto da Garganta – um sítio em plena Mata Atlântica, na localidade de Rio Novo, a 30km do centro –, a Wasserplatz, uma queda d’água situada na Fazenda Sacramento, a 05km da cidade – e o Salto do Rio Vermelho, um passeio ecológico com belíssimas cascatas, ao pé da Serra do Tabuleiro, a 07km do centro.

Águas Mornas tem sua História preservada em três colônias alemãs – Vargem Grande, Santa Isabel e Teresópolis –, que mantêm construções remanescentes da época da colonização. Conheça a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, na localidade de Vargem Grande, às margens da BR-282, a 05km do centro de Águas Mornas. Também vale experimentar os produtos caseiros e coloniais fabricados na cidade: doces, geléias, embutidos, conservas.

A origem dessa água, que emerge de terrenos pré-cambrianos, é um derrame triássico, que invadiu toda a região de Águas Mornas e o município vizinho de Santo Amaro da Imperatriz. Essa característica tem atraído há muitos anos, milhares de turistas, brasileiros e do exterior, que vêm à cidade para banhar-se nas suas piscinas termais, o seu maior cartão de visitas. Com o movimento intenso de visitantes durante todo o ano, a economia de Águas Mornas não amarga os prejuízos de outras cidades turísticas, onde só há renda e emprego em três ou quatro meses do ano.

Isto porque a temperatura de água mantém-se constante em 39 graus centígrados e é indicada no tratamento de reumatismo, artrites, artroses, gotas e dores reumáticas em qualquer parte do corpo. A água mineral também é recomendada para melhorar as funções digestivas, o aparelho renal, o sistema nervoso, e também para o tratamento da pele. Neste caso, ela é indicada para eczemas, urticária, manchas de pele e até para cabelos fracos. Mas boa parte dos turistas que procuram as piscinas termais não querem apenas fazer tratamento, eles buscam o lazer e a tranqüilidade da cidade.

Data de fundação 19 de dezembro de 1961
Data festiva Junho (Festa do Sagrado Coração de Jesus)
Atividades econômicas Produção de hortaliças e exploração das águas termais
População 5.000 habitantes
Colonização Alemã
Localização Grande Florianópolis, distante 40km da capital
Área 327km2
Clima Temperado, com temperatura média entre 15ºC e 30ºC
ATRATIVOS TURISTICOS

Para poder receber tantos banhistas, Águas Mornas oferece vários restaurantes e hotéis, dois deles em padrão cinco estrelas, de onde até das torneiras se extrai água mineral. Parte do comércio local também sobrevive do turismo, que cresce a cada ano. Mas a maior parte dos quase cinco mil habitantes, cerca de 82%, ainda mora no campo e se mantém distante do turismo local.

Quase todos descendentes de alemães, a produção de hortifrutigranjeiros ainda é para eles a principal atividade econômica da região. Com três safras anuais, as 781 propriedades rurais do município são responsáveis pela produção de 13,6 toneladas de batata, cebola, tomate e couve-flor. É o segundo maior fornecedor de hortifrutigranjeiros da Grande Florianópolis e parte do sucesso da alta produtividade está ligada ao modelo agrícola assentado em minifúndios.

Apenas 11 fazendas das quase 800 propriedades rurais têm mais de 100 hectares. A maioria, com cerca de 20 hectares, modificou seu perfil produtivo, a partir de 1970, deixando de lado o cultivo de milho, feijão e mandioca - principais produtos até a década de 60 - e adequou a produção ao tamanho das propriedades rurais.

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