Como
a própria denominação indica, o
nome “Águas Mornas” vem das águas
termais abundantes no lugar. A cidade tem seu desenvolvimento
estruturado no turismo de saúde, recebendo anualmente
milhares de visitantes de todos os pontos do Brasil,
que vêm em busca da qualidade terapêutica
de suas águas.
As
águas do município são classificadas
como esotermais radioativas. Com temperatura constante
em torno de 39ºC, as águas emergem de terrenos
pré-cambrianos e, pelo teor de radioatividade,
termalidade e baixa mineralização, apresentam
propriedades curativas que as qualificam entre as melhores
do mundo.
Situada na encosta da Serra do Tabuleiro, a localidade
de Rio dos Porcos, a 900m de altitude, é o ambiente
ideal para turismo de aventura, com uma estrada sinuosa
e íngreme, de difícil acesso. Vale também
visitar o Recanto da Garganta – um sítio
em plena Mata Atlântica, na localidade de Rio
Novo, a 30km do centro –, a Wasserplatz, uma queda
d’água situada na Fazenda Sacramento, a
05km da cidade – e o Salto do Rio Vermelho, um
passeio ecológico com belíssimas cascatas,
ao pé da Serra do Tabuleiro, a 07km do centro.
Águas Mornas tem sua História preservada
em três colônias alemãs – Vargem
Grande, Santa Isabel e Teresópolis –, que
mantêm construções remanescentes
da época da colonização. Conheça
a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, na localidade de
Vargem Grande, às margens da BR-282, a 05km do
centro de Águas Mornas. Também vale experimentar
os produtos caseiros e coloniais fabricados na cidade:
doces, geléias, embutidos, conservas.
A
origem dessa água, que emerge de terrenos pré-cambrianos,
é um derrame triássico, que invadiu toda a região de
Águas Mornas e o município vizinho de Santo Amaro da
Imperatriz. Essa característica tem atraído há muitos
anos, milhares de turistas, brasileiros e do exterior,
que vêm à cidade para banhar-se nas suas piscinas termais,
o seu maior cartão de visitas. Com o movimento intenso
de visitantes durante todo o ano, a economia de Águas
Mornas não amarga os prejuízos de outras cidades turísticas,
onde só há renda e emprego em três ou quatro meses do
ano.
Isto
porque a temperatura de água mantém-se constante em
39 graus centígrados e é indicada no tratamento de reumatismo,
artrites, artroses, gotas e dores reumáticas em qualquer
parte do corpo. A água mineral também é recomendada
para melhorar as funções digestivas, o aparelho renal,
o sistema nervoso, e também para o tratamento da pele.
Neste caso, ela é indicada para eczemas, urticária,
manchas de pele e até para cabelos fracos. Mas boa parte
dos turistas que procuram as piscinas termais não querem
apenas fazer tratamento, eles buscam o lazer e a tranqüilidade
da cidade. |
| Data
de fundação |
19
de dezembro de 1961 |
| Data
festiva |
Junho
(Festa do Sagrado Coração de Jesus) |
| Atividades
econômicas |
Produção
de hortaliças e exploração
das águas termais |
| População |
5.000
habitantes |
| Colonização |
Alemã |
| Localização |
Grande
Florianópolis, distante 40km da capital |
| Área |
327km2 |
| Clima |
Temperado,
com temperatura média entre 15ºC e 30ºC |
|
| ATRATIVOS TURISTICOS |
Para poder receber tantos banhistas, Águas Mornas oferece
vários restaurantes e hotéis, dois deles em padrão cinco
estrelas, de onde até das torneiras se extrai água mineral.
Parte do comércio local também sobrevive do turismo,
que cresce a cada ano. Mas a maior parte dos quase cinco
mil habitantes, cerca de 82%, ainda mora no campo e
se mantém distante do turismo local.
Quase todos descendentes
de alemães, a produção de hortifrutigranjeiros ainda
é para eles a principal atividade econômica da região.
Com três safras anuais, as 781 propriedades rurais do
município são responsáveis pela produção de 13,6 toneladas
de batata, cebola, tomate e couve-flor. É o segundo
maior fornecedor de hortifrutigranjeiros da Grande Florianópolis
e parte do sucesso da alta produtividade está ligada
ao modelo agrícola assentado em minifúndios.
Apenas
11 fazendas das quase 800 propriedades rurais têm mais
de 100 hectares. A maioria, com cerca de 20 hectares,
modificou seu perfil produtivo, a partir de 1970, deixando
de lado o cultivo de milho, feijão e mandioca - principais
produtos até a década de 60 - e adequou a produção ao
tamanho das propriedades rurais. |
|